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São Paulo prepara medidas contra trânsito caótico


Creation date: 19 March 2008


A Prefeitura de São Paulo prepara uma série de medidas para melhorar o trânsito de São Paulo. O secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, afirmou ontem que, entre as propostas, estão a de proibir o estacionamento em ruas de grande movimento em horários de pico de manhã e à noite.


A sincronização com semáforos inteligentes - que auto-regulam a abertura e o fechamento conforme a carga de trânsito - , aumento da restrição do transporte de cargas durante o rush, e incremento da fiscalização, com mais câmeras e homens estão entre as propostas estão sendo estudadas, assim como instalação da painéis para informar rotas alternativas. Moraes afirmou que as medidas devem ser adotadas em abril, quando concluir um estudo sobre o caótico trânsito.

 

O objetivo das medidas será priorizar o transporte público em detrimento ao individual. Com o emplacamento de até mil carros por dia, São Paulo vem batendo recordes de congestionamentos nos últimos dias. A poluição também cresce, mesmo em dias de chuva, em que há condições para dispersão.

 

G1 - Medidas para o trânsito são bem recebidas por especialistas

 

As medidas anunciadas pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, na manhã desta quinta-feira (13), para tentar melhorar a fluidez do trânsito da capital, foram bem recebidas por especialistas e por alguns dos principais interessados em solucionar este problema, como o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp).

 

Ao menos duas, das três medidas anunciadas, deverão apresentar resultados imediatos assim que forem implementadas, na opinião do presidente da Associação Brasileira de Monitoramente e Controle Eletrônico do Trânsito, o engenheiro industrial Silvio Médici, que trabalha com esta questão desde 1999.

 

“Impedir o estacionamento nestas vias e controlar o transporte de carga na cidade são medidas que devem facilitar o fluxo. É uma linha correta a ser seguida”, disse.

Já a divulgação de vias alternativas, em sua visão, não deverá representar resultados efetivos. “O efeito é relativo. O que deverá acontecer é aumentar os congestionamentos nos bairros em volta, que já existem e não entram na medição pela CET. Eu diria que é inócua, até. Na verdade, os motoristas já conhecem e buscam estas vias alternativas e, mesmo assim, os índices de lentidão vêm crescendo sistematicamente”, explicou.

 

Em relação aos pontos de estrangulamento do trânsito, cada um deles precisaria ser analisado individualmente para encontrar soluções. “Existem alças de acesso complicadas, avenidas com semáforos com tempo desregulado e outros problemas. Para cada um destes pontos, seria necessário medidas distintas”, analisou.

A solução definitiva, no entanto, só será possível a longo prazo, segundo Silvio Médici. “No momento, é um problema de educação e de medidas restritivas, como disciplinar a questão da carga, a ampliação do rodízio, a implantação do rodízio e discutir o transporte coletivo urbano. A solução definitiva passa por um grande entendimento, um grande planejamento. Será uma pauta a ser debatida pelos candidatos a prefeito da capital. São Paulo está morrendo asfixiada”, enfatizou.

 

Alternativas rodoviárias

 

Francisco Pelucio, presidente do Setcesp e tesoureiro da federação nacional das empresas de transporte de cargas, partes atingidas e interessadas na solução do problema, disse, por sua vez, que as medidas ainda não estão bem claras, mas que apóia qualquer iniciativa para aliviar o trânsito da capital.

“A carga fica horas parada no trânsito. Então, precisa buscar vias alternativas, aumentando o percurso. Tudo isso é prejuízo”, alegou. O próprio sindicato já havia proposto as entregas noturnas, medida implantada a partir de 2005.

 

Para Francisco Pelúcio, a divulgação de vias alternativas deveria valer inclusive para as rodovias. “Precisamos conscientizar os motoristas a buscarem outras rotas, para evitar entrar na capital. Quem sai de Campinas, que use a Rodovia D. Pedro”, disse.

 

Além disso, o presidente da Setcesp defende também a restrição do tráfego dos ônibus de viagem na cidade. “Precisamos começar a pensar a tirar a rodoviária de São Paulo. Quem sai do Morumbi, tem de atravessar a cidade para ir até o Tietê. Não tem marginal (Tietê) que agüente. Têm de ser construídas mini-rodoviárias em cada região, com acesso fácil às rodovias próximas”, finalizou.

 

 

Source: NTC Noticias

 


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